Missão Moçambique 2010

Sabia que...

Aproximadamente 47% da população tem menos de 15 anos (apenas 3% tem mais de 65 anos), o que reflecte a elevada taxa de natalidade e a redução da taxa de mortalidade infantil.

Personalidades

Fotografia - Alberto Chissano
  • Alberto Chissano

  • Escultor moçambicano nascido em Janeiro de 1934, em Majacaze. Exerceu um leque variado de profissões, como guardador de rebanhos, aprendiz de alfaiate, empregado doméstico, mineiro, militar e empregado do Núcleo de Arte de Maputo. Iniciou-se na arte de esculpir nos anos 60, a conselho do pintor Malangatana, e fez a sua primeira exposição em 1966. A madeira é o material que Alberto Chissano usava para as suas esculturas - algumas delas atingem cerca de três metros de altura. A tristeza, que caracterizava o escultor, está presente em todas as suas obras, como símbolo do sofrimento, da fome e da miséria. Fez a sua primeira exposição em Portugal no ano de 1974, a que se seguiram outras nos anos 80. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian no início da década de 80. Criou na sua própria casa a Fundação Alberto Chissano. Alberto Chissano faleceu em Fevereiro de 1994.
Fotografia - Eusébio
  • Eusébio

  • Eusébio da Silva Ferreira nasceu em Moçambique a 25 de Janeiro de 1942. Estreou-se como jogador de futebol no Sporting de Lourenço Marques em 1957, de onde viria a sair, em Dezembro de 1960, para o Benfica. Ao longa da sua longa carreira, Eusébio ganhou 11 títulos nacionais, conquistou 5 Taças de Portugal e 1 Taça dos Campeões. O Pantera Negra foi por sete vezes vencedor de “A Bola de Prata”, troféu destinado ao melhor marcador do Campeonato da I Divisão e Melhor Marcador Europeu nas épocas de 67/68 e 72/73.
Fotografia - Mário Coluna
  • Mário Coluna

  • Eusébio, que o conhece há quase meio século, continua a tratar o Monstro Sagrado, por sr. Coluna, o que dá ideia do respeito que aquela figura inspira. Porque foi da dedicação e devoção a uma causa de homens da tempera de Mário Coluna que nasceu o Benfica Europeu, que se fortaleceu a mística e que o futebol português se projectou na Europa e no Mundo. Gentileza de “A Bola”.
Fotografia - João Paulo Borges Coelho
  • João Paulo Borges Coelho

  • Recente vencedor do Prémio Leya, João Paulo Borges Coelho é historiador e escritor moçambicano. Nasceu no Porto, em 1955, mas, sendo filho de pai transmontano e de mãe moçambicana, cedo foi viver para Moçambique e adquiriu nacionalidade moçambicana. Estudou em Moçambique, obtendo posteriormente Doutoramento em História Económica e Social conferido pela Universidade de Bradford (Reino Unido) e Licenciatura em História conferida pela Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, em Moçambique, onde hoje ensina História Contemporânea de Moçambique e África Austral. É, também, professor convidado no Mestrado em História de África da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado à investigação das guerras colonial e civil em Moçambique, tendo publicado vários textos académicos em Moçambique, Portugal, Reino Unido, Espanha e Canadá. Como escritor, estreou-se na ficção com ‘As Duas Sombras do Rio’, em 2003. Foi o vencedor do Prémio José Craveirinha, de 2005, atribuído em 28 de Março de 2006, com o seu livro ‘As Visitas do Dr. Valdez‘. Moçambique é o principal pano de fundo de todo o seu trabalho de ficção.
Fotografia - José Craveirinha
  • José Craveirinha

  • Galardoado com o “Prémio Camões” em 1991, José Craveirinha nasceu em 28 de Maio de 1922, em Maputo e faleceu em Fevereiro de 2003 Foi jornalista durante muitos anos, tendo iniciado a sua carreira no jornal “O Brado Africano” . Trabalhou nos jornais ”Notícias” e “Tribuna”. Grande parte da sua poesia ainda se mantém dispersa na imprensa, não tendo sido incluída nos livros que publicou até à data. Para além da sua actividade como jornalista e poeta, desempenhou um papel de relevo na vida da Associação Africana a partir dos anos 50, sendo Presidente da Assembleia Geral desta Associação, aquando do seu encerramento. Esteve preso pela PIDE de 1965 a 1969. Após a Independência representou Moçambique em Encontros e Congressos de Escritores. Em 1979 a VI Conferência dos Escritores Afro-Asiáticos elegeu-o Membro Permanente do Júri do Prémio Lotus. José Craveirinha foi o primeiro Presidente da Assembleia Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, cargo em que permaneceu até 1987.
Fotografia - Malangatana
  • Malangatana

  • Malangatana (Valente Ngwenya) nasceu em Matalana, Província de Maputo, Moçambique, a 6 de Junho de 1936. Frequentou a Escola Primária em Matalana e posteriormente, em Maputo, os primeiros anos da Escola Comercial. Foi pastor de gado, aprendiz de nyamussoro (médico tradicional), criado de meninos, apanhador de bolas e criado no clube da elite colonial de Lourenço Marques. Tornou-se artista profissional em 1960, graças ao apoio do arquitecto português Miranda Guedes (Pancho) que lhe cedeu a garagem para atelier e que lhe adquiria dois quadros por mês, por um valor superior ao salário que um criado negro como ele poderia auferir. Acusado de ligações à FRELIMO, foi preso pela polícia colonial quando duma leva de prisões que levou à cadeia, entre outros, os poetas José Craveirinha (Prémio Camões) e Rui Nogar, já falecido. Contrariamente aos seus outros companheiros, não se provou tal envolvimento pelo qual acabou absolvido, após quase 2 anos de prisão. No entanto, a pressão sobre ele exercia-se continuadamente pois os seus quadros, embora não exactamente retratando a realidade, davam-na a entender muito bem. Vejam-se as obras desses anos e toda a simbologia que deles se desprende de denúncia da opressão do negro. Após a Independência teve vários envolvimentos na área política, tendo sido deputado pelo Partido Frelimo de 1990 até às primeiras eleições multipartidárias, em 1994, a que não foi candidato. Hoje é um dos membros da Frelimo na Assembçleia Municipal de Maputo, eleita em 30-6-98. Foi um dos criadores do Movimento para a Paz e pertence à Direcção da Liga de Escuteiros de Moçambique. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique e procurou manter e dinamizar o Núcleo de Arte (associação que agrupa os artistas plásticos). Muito ligado à criança, tem colaborado intensamente com a UNICEF e durante alguns anos fez funcionar a escolinha dominical Vamos Brincar, uma escolinha de bairro. Impulsionador, no passado, de um projecto cultural para a sua terra natal — Matalana, Marracuene —, retoma-o, logo que a guerra termina, criando-se assim a Associação do Centro Cultural de Matalana, de cujo grupo fundador Malangatana faz parte, sendo actualmente presidente da Direcção. Esta associação pretende criar um projecto do desenvolvimento profissional, de produção de auto-emprego, juntamente com o trabalho artístico, a colecção etno-antropológica e a ecologia. Desde 1959 que participa em exposições colectivas por várias partes do mundo, para além de Moçambique, nomeadamente África do Sul, Angola, Brasil, Bulgária, Checoslováquia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Índia, Islândia, Itália, Nigéria, Noruega, Paquistão, Portugal, RDA, Rodésia, Suécia, URSS e Zimbabwe.
Fotografia - Mia Couto
  • Mia Couto

  • Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista. É professor, biólogo, escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século xx), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Fotografia - Paulina Chiziane
  • Paulina Chiziane

  • "Dizem que sou romancista e que fui a primeira mulher moçambicana a escrever um romance (Balada de Amor ao Vento, 1990), mas eu afirmo: sou contadora de estórias e não romancista. Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte. Nasci em 1955 em Manjacaze. Frequentei estudos superiores que não concluí. Actualmente vivo e trabalho na Zambézia." As obras de Paulina Chiziane encontram-se traduzidas nos seguintes países: Alemanha, Espanha, EUA, França, Itália.

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