
Lusa - Entidades portuguesas e moçambicanas assinaram esta quinta-feira em Maputo uma dezena de memorandos de entendimento, que implicam eletrificação de escolas e hospitais e de uma fábrica para a produção de cabos de energia.
Os memorandos, no final de uma conferência empresarial sobre energias renováveis, foram assinados na presença do primeiro ministro português, José Sócrates, e do Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, no final do segundo dia de visita do chefe do governo de Lisboa.
De acordo com os documentos assinados, entidades públicas e privadas dos dois países vão cooperar em áreas ligadas essencialmente às energias alternativas mas também noutras matérias, como o protocolo de criação de uma sociedade chamada Exponor-Moçambique para gestão de parques de exposições. A sociedade organizará feiras sectoriais e envolve, nomeadamente, a Associação Empresarial de Portugal.
No âmbito dos documentos assinados, serão mapeados os principais recursos renováveis em Moçambique, um projeto a dois anos e com um custo estimado de 4,5 milhões de euros.A Self Energy Moçambique, do grupo português Visabeira, vai também equipar 50 escolas e 50 centros de saúde e dois hospitais com energias renováveis. O financiamento (custo estimado em cinco milhões de euros) é garantido pelo Estado português e vai beneficiar mais de 200 mil pessoas, garantindo ainda 500 postos de trabalho permanentes.
Com um custo de 30 milhões de euros foi assinado outro memorando que vai envolver igualmente a Self Energy e que se destina a criar mini redes de distribuição de eletricidade em locais remotos, alimentados por centrais de pequena e média dimensão a partir de fontes renováveis (solares, eólicas e mini-hidricas).
Entre o grupo português Cabelte e a Eletricidade de Moçambique foi assinado um acordo de 40 milhões de euros para projetos de reabilitação e reforço da rede de distribuição na cidade de Maputo.
Ficou ainda estabelecido fomentar a criação de empresas mistas luso-moçambicanas (sector pesqueiro, agro-indutrial, industrial, energético e turismo) e aumentar o intercâmbio em áreas do conhecimento, prestação de serviços, formação e treino de recursos humanos, envolvendo instituições dos dois países.
Portugal vai apoiar financeiramente também a criação da Aldeia dos Jogos, no âmbito dos jogos pan-africanos.
FP.